Governo do RS estuda utilizar PMs na penitenciária de Canoas

CANOAS, RS, BRASIL 01.03.2016: O governador José Ivo Sartori participou, nesta manhã (1º), da inauguração da Penitenciária Estadual Canoas I. A estrutura oferecerá 393 vagas e contará com projetos intensivos de inclusão social, oferecendo um ambiente mais humanizado aos detentos. Foto: Karine Viana/Palácio Piratini,

A Secretaria da Segurança Pública analisa a possibilidade de utilizar policiais militares em atividades prisionais para liberar novas vagas no complexo da Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan). O tema está na mesa do secretário Cezar Schirmer.

Recentemente, ele disse estar analisando propostas para resolver o impasse de presos retidos em delegacias. A previsão é de que, até novembro, os problemas de superlotação em DPs seriam resolvidos. Para realizarem os serviços penitenciários, os PMs receberiam uma Gratificação por Desempenho da Atividade Prisional (GDAP). A reportagem tentou contatocom Schirmer, mas ele não quis se manifestar.

São examinadas questões financeiras e de segurança para a utilização temporária de PMs no local, garantindo a liberação de vagas e permitindo a transferência dos presos das delegacias para o Complexo Prisional. Além disso, conforme o governo, a alternativa também é maissegura para retirar os presos de dentro de viaturas que ficam estacionadas em frente a delegacias.

Outra proposta envolve o pagamento de diárias e horas-extras a agentes penitenciários da Região Metropolitana. Na última segunda-feira, durante a ação que garantiu reforço policial em Gravataí, o secretário Schirmer prometeu que parte dos aprovados no concurso para agentes penitenciários da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) serão chamados ainda neste ano.

O Complexo da Penitenciária Estadual de Canoas tem 2,8 mil vagas e está dividido em quatro prédios. A primeira edificação liberada (PECAN I) tem capacidade para abrigar 393 detentos e está em funcionamento desde março de 2016. O módulo já está lotado. Os outros três prédios (PECAN II, III e IV) têm espaço para receber, cada um, 800 detentos. A PECAN II também já tem presos alojados, mas não está lotada. Os outros prédios estão vazios devido a falta de agentes penitenciários.

Fonte: Zero Hora

Foto: Karine Viana/Palácio Piratini