Denúncias de violência contra homossexuais aumentam 13,6% no Rio Grande do Sul

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As denúncias de violência contra homossexuais cresceram 13,64% no Rio Grande do Sul. Em 2015 foram 44 registros, enquanto em 2016 foram 50. São casos de discriminação e violência psicológica e física. Os dados são do Disque 100, serviço telefônico gratuito do governo federal.

 
“O fato de estarem denunciando tira aquele crime de latrocínio. Porque a gente vê que, quando o crime é de ódio, não só matam, vão lá e queimam, decapitam. Uma crueldade em cima da população LGBT, principalmente de transsexuais e travestis, que é o público que tem maior vulnerabilidade”, ressaltou o coordenador da Diversidade Sexual da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS), Dani Boeira, em entrevista ao Jornal do Almoço, da RBS TV.

 
“Trabalhamos sempre na prevenção, que é o mais importante (…) Ninguém é obrigado a aceitar, mas é um dever de todo cidadão de bem respeitar a identidade de gênero de todos nós”, completa.
Os números ganham destaque nesta quarta-feira (28), quando se celebra o Dia do Orgulho Gay. Em Porto Alegre, a prefeitura organizou uma ação na Esquina Democrática, no Centro.
No local, é possível fazer a retificação do nome civil para homens e mulheres transexuais e travestis. O serviço é disponibilizado por meio de parceria entre prefeitura e Defensoria Pública Estadual. Também é possível fazer a inclusão do nome social no Cartão SUS.

 
Interessados fazem fila
O coordenador da Diversidade Sexual da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS), Dani Boeira, explica que houve fila de interessados para encaminhamento do nome social por travestis e transsexuais. “É importante, emponderar elas. Fica mais fácil acessar ao mercado de trabalho, ganham dignidade. É uma conquista.”

 
Boeira diz que desde o começo do ano a prefeitura tem feito um trabalho nos bairros para facilitar o acesso a esses serviços. “Nós fomos buscar dentro dos bairros, nos lugares de maior vulnerabilidade as travestis lá de dentro do bairro, os gays, para passar informações dos direitos que eles têm. Porque eles têm vergonha de ir ao posto de saúde. Eles têm vergonha de procurar o emprego.”

 
Fonte: G1
Foto: Luciano Lanes/PMPA